Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


domingo, 20 de fevereiro de 2011

explosão solar

[imagem e reportagem aqui]

Este blog anda muito certinho, muito art nouveau, e a proposta, ao ter como bússola um poema que lhe dá o título, é outra, no rumo da dissonância. Preciso rever. Parece um papel/personagem que grudou em mim, eu que sou tão movente e vivencio tantas contradições. A inusitada explosão solar me fez pensar na força que alimenta e mantém a vida na Terra, num suposto equilíbrio, mas que de repente pode deixar de ser: o sol, pela sua força, pede meia distância. Que sabemos do Universo para termos tanta segurança de que os dias continuarão se sucedendo em hojes e amanhãs?

Nenhum comentário: