Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quinta-feira, 21 de abril de 2011

o mistério e a beleza do universo fascinam

2 comentários:

sonia disse...

Agora que eu consegui visualizar uma cara de perfil messa figura celeste (sinistra, por sinal!) já não consigo vê-la de outra maneira. :o)

Mariana disse...

Sério, Sônia? Eu não distingui nenhuma forma, somente a beleza.

Mas olhares são olhares...