Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


domingo, 1 de maio de 2011

Mimosa pudica

Mimosa pudica on Fotopedia

2 comentários:

Tinzia Menezes disse...

Ow... Que coisa mais linda! Adorei o nome: "mimosa pudica". Tem nome mais apropriado?

Mariana disse...

Acho que o cientista (ou quem sabe foi uma cientista) que deu nome a essa flor era também poeta...