Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quinta-feira, 19 de maio de 2011

uma imagem para o poema de torquato neto

Planetas sem órbita foram descobertos no centro da Via Láctea. 
Há muito eles existem.
Imagem obtida AQUI.

4 comentários:

Zé alberto disse...

Que imagem deslumbrante!

Mariana disse...

Zé Alberto, conforme diz o site de origem, "This artist's conception illustrates a Jupiter-like planet alone in the dark of space, floating freely without a parent star." Particularmente me fascinam essas imagens do cosmos, ainda mais quando se trata de algo tão sui generis, um planeta à deriva envolvendo hipóteses científicas trabalhadas artisticamente. A imagem é linda.

sonia disse...

Não sei porque, mas veio-me à idéia ser este planeta o tal que chegará perto da Terra para "sugar" a energia ruim e levar o lixo espiritual de que falam alguns metafísicos. Assim a Terra será renovada para que a vida possa existir num plano mais elevado. (sabe-se lá....rs)
Que imagem deslumbrante!

Mariana disse...

Existe essa possibilidade!? Que utopia maravilhosa! A Terra está pra lá de combalida, o projeto humano faliu.

Essa imagem transmite mesmo algo desse desejo de beleza e renovação, talvez pelos magníficos tons de azul, pelo acabamento artístico, pelo brilho intenso do cosmos.