Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


domingo, 22 de abril de 2012

dia da terra: belíssima imagem da nasa

2 comentários:

Fred Caju disse...

Uma entre tantas.

Aproveitando, deixo aqui um vídeo para xs leitorxs do espaço: http://vimeo.com/40411264

Mariana disse...

Muito obrigada, Fred. Já conhecia este vídeo do nosso querido Leminski, certamente uma inspiração para a escrita.