Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 27 de junho de 2017

Brasil: o que dizer?

Antes estava acompanhando o noticiário, e sofrendo muito. Agora compreendi que o que se passa no Brasil é um filme de terror, e saí da sessão.

2 comentários:

sonia disse...

Estou para fazer isso também. Por enquanto tampo os olhos com as mãos, mas deixo uma frestinha aberta para poder ver o que está acontecendo. Como fazia quando criança assistindo a um filme de terror.

Mariana disse...

Era isso ou comprometer minha saúde. Já ultra-passou qualquer limite da razão.