Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


domingo, 3 de dezembro de 2017

sempre se pode descobrir que o poço é um pouco mais fundo

O Rio de Janeiro é atualmente a imagem da decadência do país: você vai a um pub, é enganado pelo garçom, percebe isso na hora de pagar a conta e o garçom ainda diz que vai chamar a polícia. O gerente assiste a tudo de longe, e depois diz que deveria ter sido chamado antes.

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