Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


sábado, 26 de outubro de 2019

bike 1943

Venho fazendo há um tempinho pesquisas no Google sobre LSD, inclusive comprar online ― nunca escondi meu interesse em experimentar. Os correios abriram uma de minhas últimas entregas, um pacote de cuecas para meu marido. Vamos bem, obrigado. E não adianta, se não for a bike, não me interessa.

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