Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

mutação cultural

Postei em uma rede social: O brasileiro sofreu uma mutação cultural com a eleição de JB, tornando-a possível. Ele se tornou outra coisa, quer nos atos monstruosos quer nas relações cotidianas. Acabou "Central do Brasil" e "Homenagem ao Malandro". Acho que nem Foucault dá conta do que está acontecendo.

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