Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


Mostrando postagens com marcador música: rock. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador música: rock. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de julho de 2013

riders on the storm

my back pages

learning to fly

cássia eller (lindíssima) e edson cordeiro

rockin' in the free world

dia do rock: todas as homenagens ao gênero mais difícil de adjetivar

"But what's puzzling you is the nature of my game"

domingo, 4 de março de 2012

easy rider (1969)

Os problemas apontados pela crítica em Easy Rider procedem. O filme vale por três aspectos: Jack Nicholson e a personagem que interpreta (George Hanson), sem dúvida o ponto alto do filme, pela competência de sempre; o diálogo, inserto no meio do filme, entre as três personagens principais naquele momento, em que George declara a Billy e Watty (a dupla de traficantes que segue rumo ao Mardi Gras), sutilmente, não precisar da marihuana (e o que vem depois) para sonhar com um mundo melhor. Na cena, enquanto conversam sobre UFO's e liberdade, seu cigarro apaga e ele nem percebe, e esta é a melhor pista de que a viagem dos outros dois não lhe interessava ― liberdade era outra coisa para ele. O terceiro ponto do filme é seu aspecto de videoclipe de canções dos anos 60, o que não deixa de ser um mérito.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

rock

Não saberia dizer o que é o rock, em sua essência, se alguém me perguntasse, ouvinte amadora que sou e também restrita. Mas acho que consigo dizer o que não é rock. A memória desse estupendo movimento musical, dos grandes talentos que o criaram e deram-lhe continuidade, está sendo sugada pelo apetite do consumo fácil e descartável. E de tão pasteurizado, diluído, mixado, o rock vai se tornando irreconhecível, convertendo-se em mero aditivo da publicidade e do espetáculo. Até aqui o texto. Agora o subtexto, embora fosse perfeitamente dispensável a alusão.