Untitled from Michael Wong on Vimeo.
Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.
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sábado, 9 de julho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Andrei Tarkovski: uma cena de "Nostalgia"
Um amigo recomenda-me sempre os filmes Tarkovski. De tanto falar, acabo prestando atenção. No youtube, onde encontrei esta sequência, há uma breve apresentação que pede leitura. “Nostalgia, mais do que um retorno ao passado, é esse desejo, sem-solo, de se tocar, de se contagiar (e contagiar o espectador) com um sentido indecifrável de eternidade. E esse é o grande êxito do filme, e de Tarkovski.” Mais na revista Contracampo.
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