Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.
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sábado, 15 de agosto de 2015
sexta-feira, 26 de julho de 2013
sexta-feira, 29 de março de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
nuvem cigana (de lô borges e ronaldo bastos)
tudo é poesia nesta canção: pé na estrada, pó, poeira, movimento, flor de vento
domingo, 20 de janeiro de 2013
domingo, 9 de dezembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
sexta-feira, 24 de junho de 2011
C A I S (Milton Nascimento e Elis)
Em Os sonhos não envelhecem, é possível perceber a diferença sutil entre Fernando Brant e Ronaldo Bastos, os dois letristas mais assíduos nas composições de Milton Nascimento.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Beto Guedes: Sol de Primavera
E já que a memória resolveu me assaltar por todos os lados, e também porque para mim a música mais bonita é ainda aquela que se forjou nos bares, clubes e esquinas de Minas, então fica aqui mais um lampejo da infância: numa manhã qualquer, como o mais, indefinida, exceto pela longínqua geografia, eu ouvi no rádio esta música, abertura de uma novela das seis, Marina.
domingo, 17 de outubro de 2010
Um Gosto de Sol - um ensaio audiovisual
não é curta, não é videoclipe, não é ilustração bonitinha de música, mas
apenas uma sequência inspirada, com direção de Taiyo Omura (blog aqui)
sábado, 11 de setembro de 2010
Clube da Esquina: o álbum
Não há adjetivos que cheguem para o álbum Clube da Esquina: uma torrente de surpresas e emoções e sensações e, por fim, algo parecido com o sublime: "San Vicente". Mas também "Um Girassol da Cor de Seu Cabelo", "Paisagem da Janela", "Cais", "O Trem Azul", "Tudo que Você Podia Ser", "Um Gosto de Sol", "Nada Será Como Antes" e, claro, "Clube da Esquina nº2", apenas melodia e a voz do Milton, mas já tão incorporada ao imaginário que é como se a letra estivesse ali, e fosse só cantar... e basta contar compasso, e basta contar consigo, que a chama não tem pavio, de tudo se faz canção e o coração na curva de um rio, rio, rio...
sábado, 4 de setembro de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
"Cais": show em comemoração aos 35 anos do Clube da Esquina
Cais
Milton Nascimento e Ronaldo Bastos
Para quem quer se soltar
Invento o cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento o amor
E sei a dor de encontrar
Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir
Eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais
E sei a vez de me lançar
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