Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


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sexta-feira, 24 de junho de 2011

C A I S (Milton Nascimento e Elis)


Em Os sonhos não envelhecem, é possível perceber a diferença sutil entre Fernando Brant e Ronaldo Bastos, os dois letristas mais assíduos nas composições de Milton Nascimento.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Beto Guedes: Sol de Primavera

E já que a memória resolveu me assaltar por todos os lados, e também porque para mim a música mais bonita é ainda aquela que se forjou nos bares, clubes e esquinas de Minas, então fica aqui mais um lampejo da infância: numa manhã qualquer, como o mais, indefinida, exceto pela longínqua geografia, eu ouvi no rádio esta música, abertura de uma novela das seis, Marina. 

sábado, 11 de setembro de 2010

Clube da Esquina: o álbum

Não há adjetivos que cheguem para o álbum Clube da Esquina: uma torrente de surpresas e emoções e sensações e, por fim, algo parecido com o sublime: "San Vicente". Mas também "Um Girassol da Cor de Seu Cabelo", "Paisagem da Janela", "Cais", "O Trem Azul", "Tudo que Você Podia Ser", "Um Gosto de Sol", "Nada Será Como Antes" e, claro, "Clube da Esquina nº2", apenas melodia e a voz do Milton, mas já tão incorporada ao imaginário que é como se a letra estivesse ali, e fosse só cantar... e basta contar compasso, e basta contar consigo, que a chama não tem pavio, de tudo se faz canção e o coração na curva de um rio, rio, rio...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

"Cais": show em comemoração aos 35 anos do Clube da Esquina


Cais
Milton Nascimento e Ronaldo Bastos  
  
Para quem quer se soltar 
Invento o cais 
Invento mais que a solidão me dá 
Invento lua nova a clarear 
Invento o amor 
E sei a dor de encontrar 

Eu queria ser feliz 
Invento o mar 
Invento em mim o sonhador 

Para quem quer me seguir 
Eu quero mais 
Tenho o caminho do que sempre quis 
E um saveiro pronto pra partir 
Invento o cais 
E sei a vez de me lançar