Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.
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sexta-feira, 22 de abril de 2016
sábado, 8 de agosto de 2015
sábado, 13 de junho de 2015
domingo, 3 de agosto de 2014
terça-feira, 1 de abril de 2014
"escravos de jó", canção censurada do álbum "milagre dos peixes", gravada posteriormente como "caxangá" por elis regina
Milton Nascimento e Fernando Brant
Sempre no coração
haja o que houver
a fome de um dia poder
morder a carne dessa mulher
Veja bem meu patrão
como pode ser bom
você trabalharia no sol
e eu tomando banho de mar
Luto para viver
vivo para morrer
enquanto a minha morte não vem
eu vivo de brigar contra o rei
Em volta do fogo
todo o mundo abrindo jogo
conta o que tem pra contar
casos e desejos
coisas dessa vida e da outra
mas nada de assustar
quem não é sincero
sai da brincadeira correndo
pois pode se queimar, queimar
Saio do trabalh-ei
volto pra cas-ei
não lembro de canseira maior
em tudo é o mesmo suor
segunda-feira, 31 de março de 2014
sábado, 9 de novembro de 2013
sábado, 27 de abril de 2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
segunda-feira, 4 de março de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
domingo, 2 de dezembro de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
uma canção lembrada no meio da tarde
Atravessava a ponte Rio-Niterói, sentido Rio, quase final da tarde, e o olhar se fixava, aleatoriamente, nas muitas embarcações paradas na Baía de Guanabara, aparentemente esperando vez no porto, ou outra vez qualquer. Estranho... olhar e não entender. Por que ficam ali parados? Estariam ancorados? Então comecei a divagar quais deles seriam navios e quais barcos, e daí deslizei a memória para os diferentes nomes que recebem as embarcações, essas estruturas capazes de navegar na água: navio, barco, lancha, veleiro, canoa... como aquela da terceira margem do rio, não o de janeiro. Outros rios. Foi assim que uma música muito antiga e poética veio-me à baila na memória. Trata-se de uma canção de Nelson Angelo e Fernando Brant.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
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