Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.
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segunda-feira, 27 de outubro de 2014
sábado, 15 de março de 2014
sábado, 23 de fevereiro de 2013
terça-feira, 27 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Nirvana: Something in the Way
Verbete [apanhado aqui]: Weltschmerz («dor do mundo» em alemão) é «o tipo de sentimento experimentado por alguém que percebe que a realidade física não pode nunca satisfazer as exigências da mente. Esta mundividência pessimista era comum entre escritores românticos» como Byron, Leopardi, Musset, Chateaubriand ou Heine.
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