Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.
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sexta-feira, 22 de abril de 2016
terça-feira, 11 de agosto de 2015
domingo, 3 de agosto de 2014
sexta-feira, 29 de março de 2013
domingo, 9 de dezembro de 2012
domingo, 2 de dezembro de 2012
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
sintonia fina
Chegar em casa, demitindo o barulho da rua, o dia, as pessoas, o excesso, o cansaço, menos valia do trabalho. Então apenas o despretensioso que pudesse ser esta combinação de palavras: l e v e z a. Gosto de músicas antigas.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Beto Guedes: Sol de Primavera
E já que a memória resolveu me assaltar por todos os lados, e também porque para mim a música mais bonita é ainda aquela que se forjou nos bares, clubes e esquinas de Minas, então fica aqui mais um lampejo da infância: numa manhã qualquer, como o mais, indefinida, exceto pela longínqua geografia, eu ouvi no rádio esta música, abertura de uma novela das seis, Marina.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Paisagem da Janela (por Beto Guedes)
[música de Lô Borges e Fernando Brant / versão de Lô Borges aqui]
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
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