Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.
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sexta-feira, 25 de setembro de 2015
sábado, 24 de março de 2012
terça-feira, 20 de setembro de 2011
rock
Não saberia dizer o que é o rock, em sua essência, se alguém me perguntasse, ouvinte amadora que sou e também restrita. Mas acho que consigo dizer o que não é rock. A memória desse estupendo movimento musical, dos grandes talentos que o criaram e deram-lhe continuidade, está sendo sugada pelo apetite do consumo fácil e descartável. E de tão pasteurizado, diluído, mixado, o rock vai se tornando irreconhecível, convertendo-se em mero aditivo da publicidade e do espetáculo. Até aqui o texto. Agora o subtexto, embora fosse perfeitamente dispensável a alusão.
domingo, 4 de setembro de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Genesis - The Grand Parade Of Lifeless Packaging
Um post do Zé Alberto trouxe-me à lembrança o fantástico álbum conceitual do Genesis, The Lamb Lies Down on Broadway, de que destaco essa música.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Genesis - Watcher of the Skies
Indicação do Zé Alberto. "Watcher of the skies watcher of all / His is a world alone no world is his own, / He whom life can no longer surprise." Isso merece um trecho da Clarice Lispector: "O mais difícil é não fazer nada: ficar só diante do cosmos. Trabalhar é um atordoamento. Ficar sem vontade fazer nada é a nudez final. Há uns que não aguentam. Então vão se divertir. Estou escrevendo de madrugada. Talvez porque não queira ficar só diante do mundo. Mas de algum modo estou acompanhada. Não sei explicar. É bom." (A descoberta do mundo, p.375)
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Genesis - The Carpet Crawlers
Versão em estúdio (link aqui). Essa música, que eu aprendi a ouvir com um rapaz que conheci faz mais de vinte anos (como tudo o que diz respeito a rock), cujo amor por mim se traduzia nos gestos mais desprendidos e surpreendentes... essa música eu perdi de vista esse tempo todo, mas me lembrava de alguma coisa, vagamente a melodia. E de tanto procurar no google, acabei chegando a ela. Então, num dia como hoje, em que o mundo parece um pouco mais estúpido, hostil e incompreensível que o habitual, ouvir essa música é lembrar de um tempo muito bom... "There's no hiding in memory / There's no room to avoid... / We've got to get in to get out."
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