Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
domingo, 13 de dezembro de 2009
Bandeira
Irene no céu
Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.
Imagino Irene entrando no céu:
— Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
— Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.
Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.
Imagino Irene entrando no céu:
— Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
— Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.
BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 20. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993, p. 142.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Cum mi-am petrecut sfarsitul lumii (Catalin Mitulescu, 2006)
Dos filmes de ditadura focalizando a ótica de uma criança (como O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias ou A Culpa é do Fidel), Como Eu Festejei o Fim do Mundo é o melhor. Como não se apaixonar pelo menino Lali, irmão da rebelde Eva? Detalhe: é uma grata surpresa escutar o idioma romeno. A única música que toca ao longo de todo o filme é uma bela canção folclórica romena.
Site Oficial: http://www.sfarsitullumii.ro/
Informações adicionais: Contracampo - Revista de Cinema
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