Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

knockin' on heaven's door (versão instrumental)

trilha sonora de "dead man", por neil young

blowin'in the wind - neil young

loucos amenos

Certa feita me ocorreu este jogo de palavras: locus amoenus, loucos amenos, loucos a menos. Um anagrama com um grão de sandice, ou de saúde, conforme se entenda ou não ser salvo pela linguagem (trocando de sinal).

A Tribute To Stevie Ray Vaughan


José Paulo Paes

ODE AO TURISMO

do juízo final
só eles serão poupados
porque mesmo nesse dia
estavam apenas de passagem

José Paulo Paes. Poesia completa. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p.340.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013