Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.
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quarta-feira, 23 de abril de 2014
domingo, 10 de novembro de 2013
terça-feira, 9 de agosto de 2011
sábado, 25 de junho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011
declaração de amor... all along the watchtower
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Bob Dylan: Desolation Row (Grateful Dead)
Letra aqui: "And fishermen hold flowers / Between the windows of the sea"
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