"Como pesquisa o estudante sem bolsa? Como ensina o professor sem
condições de trabalho? Como se mantém a universidade sem recursos?" (Eliane Brum, aqui).
Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.
sábado, 18 de maio de 2019
quinta-feira, 16 de maio de 2019
quarta-feira, 15 de maio de 2019
o desgoverno da azêmola em prints (1)
Tomo
emprestado de Luiz Antônio Simas o termo azêmola, para fazer referência ao ser
que, na campanha presidencial de 2018, chamava de "inominável".
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