Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Walt Whitman — "but offer the value itself"

Não trago grana ou amores ou roupa ou comida .... mas é bom também ;
Não envio nenhum agente ou médium .... não ofereço nenhum representante  de valor — mas ofereço o valor em si.

WHITMAN, Walt. Folhas de relva. Trad. Rodrigo Garcia Lopes. São Paulo: Iluminuras, 2008, p. 137. 

domingo, 8 de dezembro de 2013

walt whitman: a saudável anarquia da poesia

.... Um grito no meio da multidão,
Minha própria voz, redonda e arrebatadora e definitiva.

WHITMAN, Walt. Folhas de relva. Trad. Rodrigo Garcia Lopes. São Paulo: Iluminuras, 2008, p. 111. 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

terça-feira, 2 de abril de 2013

Walt Whitman

Só o que a si mesmo prova a todo homem e mulher existe,
Só o que ninguém nega existe.

WHITMAN, Walt. Folhas de relva. Trad. Rodrigo Garcia Lopes. São Paulo: Iluminuras, 2008, p.85. 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Walt Whitman

Ser, em qualquer forma, o que vem a ser ?
Se nada fosse mais evoluído que o marisco em sua concha calosa já seria muito.

WHITMAN, Walt. Folhas de relva. Trad. Rodrigo Garcia Lopes. São Paulo: Iluminuras, 2008, p.83. 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Walt Whitman

E o que é o homem afinal ? O que sou eu ? e o que é você ?
Tudo o que assinalo como meu você tem que compensar com o que é seu,
Ou estaria perdendo seu tempo me ouvindo.

WHITMAN, Walt. Folhas de relva. Trad. Rodrigo Garcia Lopes. São Paulo: Iluminuras, 2008, p.69. 

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Walt Whitman

E o que é o homem afinal ? O que sou eu ? e o que é você ?
Tudo o que assinalo como meu você tem que compensar com o que é seu,
Ou estaria perdendo seu tempo me ouvindo.

Não fico choramingando pelo mundo,
Dizendo que os meses são vácuos e a terra é só lama e lixo,
Que a vida é uma fraude e um fiasco, que no fim o que fica são farrapos miséria e lágrimas.

Choradeira e submissão misturados com remédios para inválidos.... o conformismo vai até a quarta geração,
Boto o chapéu como bem entender dentro ou fora de casa.

Será que devo rezar ? Venerar e ser cheio de cerimônias ?

WHITMAN, Walt. Folhas de relva. Trad. Rodrigo Garcia Lopes. São Paulo: Iluminuras, 2008, p.69.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

um poema de Walt Whitman

Cheio de vida, hoje, compacto, visível,
Eu, com quarenta anos de idade no ano oitenta e três
dos Estados,
A ti, dentro de um século ou de muitos séculos,
A ti, que não nasceste, procuro.
Estás lendo-me. Agora o invisível sou eu,
Agora és tu, compacto visível, quem intui os versos e me procura,
Pensando em como seria feliz se eu pudesse ser teu companheiro.
Sê feliz como se eu estivesse contigo. (Não tenhas muita certeza
de que não estou contigo.)

BORGES, Jorge Luis. “Nota sobre Walt Whitman”. Obras completas I [vários tradutores]. São Paulo: Globo, 1998, p. 271.