Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 3 de abril de 2012

mar sem fim

Aqui se tem vivido praticamente de safra alheia. Falta coragem.

2 comentários:

Marcantonio disse...

Não sei. Mas é certo que não falta talento! Nem uma pessoal visão de mundo.

Abraço.

Mariana disse...

Um inesperado elogio! Muito obrigada.

Eu sinto as palavras urgindo para viver, mas ainda não chegou ao ponto de queimar. O certo é que me faria imenso bem.

Abraço.