Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

vinto tinto seco

Driblando essa e aquela recomendação médica — aliás, as especialidades sabem bem sê-lo quando o assunto é divergir nas restrições alimentares —, retornei ao vinho (quase) cotidiano e ao café (quase) diário, mas não ordinário. Também o cacau em pó foi reabilitado, em porções parcimoniosas. E dizer “parcimônia” é menos vulgar que “beba com moderação”. Pelo menos até a próxima crise de labirintite. 

2 comentários:

Jamil P. disse...

você com crise de labirintite, eu, gastrite; estamos bem

bom que retornou às coisas boas da vida

Mariana disse...

oh, sim, já faz um tempinho, não obstante as "ites".