Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

a ficção da pacificação

5 comentários:

Jamil P. disse...

pacificção

Mariana disse...

Quanto mais ouço /assisto o noticiário, mais me convenço de que o Brasil tem um nó econômico-social que nenhuma boa intenção vai conseguir desfazer.

Jamil P. disse...

já eu sou bem mais pessimista

Mariana disse...

Kafka disse, num aforismo, que havia esperança, mas não para "nós". Era um europeu falando isso. Eu me esforço para entender o Brasil, e não consigo - ou consigo e não acredito. Talvez devesse estudar mais, mas também pode ser que tudo aqui seja tão brutal que previamente estejamos anestesiados, para poder suportar.

Jamil P. disse...

se kakfa conhecesse o brasil, não seria tão otimista assim

já não tenho mais acompanhado de perto o noticiário, faz mal pra minha saúde