Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

não conforme

L E G-I (N)T I M I D A D E
                                D E   U M A  V O Z

3 comentários:

Jamil P. disse...

hã?

Mariana disse...

as sessões de análise, meu caro!

são muitas lutas que se travam - o que eu fiz aí foi descobrir a palavra "intimidade" (porque são lutas de foro íntimo") dentro da palavra "legitimidade", que é aquilo que é "conforme" - mas para ser legítimo, às vezes, é preciso ser "não conforme"...

Jamil P. disse...

haaaammmm...... agora sim :)

me lembrou são jerônimo, famoso por forçar um pouco suas teorias etimológicas

mas eu gostei de como usou a imaginação para aproximar e relacionar os dois vocábulos