Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

o tecido delicado da vida

É tudo muito delicado, tão delicado que eu sinto, às vezes, uma imensa responsabilidade em viver, falar, estar em relação com o outro. Digo “eu” sabendo dos limites necessários do “eu”, limites que preservariam o que é delicado.

2 comentários:

Jamil P. disse...

as redes sociais estão aí para destruir toda essa delicadeza

Mariana disse...

é fato.