Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


segunda-feira, 21 de abril de 2014

páscoa

Tive uma páscoa maravilhosa, sem precisar de chocolate — e sem precisar lembrar que era páscoa.

4 comentários:

Jamil P. disse...

que bom! conta um pouco então (como foi)

ah, e o que você está segurando na foto do seu avatar?

desculpe tanta curiosidade ;)

Mariana disse...

Oi, é um livro, aquela biografia cheia de problemas de tradução :)

Pois então: fiz um programa em família, em São Paulo, sua cidade, que aliás mereceria o epíteto de "maravilhosa". Viajar é mais, diz a canção: a gente sente qualquer coisa de renovação pulsando em nossas vidas. Foi só quando cheguei de volta que me dei conta desse sentido de renovação, do que havia acontecido (de bom), pelo simples fato de estar em outro lugar (subjetivo).

Jamil P. disse...

hum, sim :)

legal! viajar é mesmo uma das melhores coisas que podemos fazer nesta vida; na próxima vez que vier, avise-me ;)

Mariana disse...

ok :)