Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

paradoxo eleitoral (à moda fluminense)

Votar no Pezão para não vencer o Garotinho.

Um comentário:

Jamil P. disse...

esse garotinho, pelo que acompanho no noticiário, vem ao longo dos anos conquistando uma reputação semelhante à do maluf, em termos de acusações de corrupção, pelo menos, não?
já do tal pezão eu nunca tinha ouvido falar até então; ou melhor, achei no início que se tratasse de um lutador de ufc (não que eu entenda alguma coisa de ufc, mas sei que tem um lutador assim chamado)

gostei da sua foto de avatar, embora mal dê pra ver direito :)