Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

conto de fadas moderno

Como pode?! Todo mundo é feliz no Facebook! Quase dá inveja...

9 comentários:

Jamil P. disse...

eu não sou...

percebo uma certa 'adolescentização' das pessoas, na faixa dos vinte a trinta e poucos anos, quanto ao seu comportamento no mundo virtual; acho que isso tem a ver com o aspecto a que você chama atenção, vindo inclusive antes, embora eu não considere sua causa única, digamos; ou seja, haveria outras razões/fatores envolvidos para explicar essa felicidade geral aparente

você é feliz na rede social? :P

Mariana disse...

não, mesmo porque não estou em nenhuma, acho insuportável.

profissionalmente, o facebook é interessante, quase um mal necessário; mas acho-o devastador no plano pessoal, no âmbito da subjetividade e das emoções, um atropelamento do imaginário.

Jamil P. disse...

ah, não seja tão pessimista... acho muito útil, em vários aspectos, desde que saibamos usá-las, as redes sociais, com critérios... senão é realmente uma enorme perda de tempo, além do aspecto nocivo que você destaca, com toda razão... ademais, elas vieram pra ficar...

Mariana disse...

tudo bem: pós-moderno.

Jamil P. disse...

acho que já lhe disse que sou fã do seu bom humor, não? mesmo que não tenha toda aquela esfuziante alegria facebookiana... :P

Mariana disse...

puxa, se minha escrita está revelando humor, estou com sorte; espero que o mesmo esteja acontecendo com a fala, porque sou professora, dependo de tagarelar para viver; melhor fazer isso sem maçar muito quem eventualmente presta atenção às aulas...

obrigadinha pelo elogio ;)

Jamil P. disse...

imagina, não há de quê ;)

suponho que seja mesmo difícil manter a atenção de jovens alunos, até para você... se eles perderem o foco durante suas aulas, um truque infalível, segundo um amigo já falecido e que tinha enorme experiência docente, é contar alguma história ou algo do tipo; o velho 'era uma vez..' ou qualquer outra expressão equivalente parece possuir o efeito mágico de despertar a atenção e curiosidade nessas situações, você bem deve saber... :)

Mariana disse...

estamos definitivamente na pós-modernidade: não dá pra concorrer com tablets e smartphones...

Jamil P. disse...

hum, sei; então talvez funcione se começar uma história pós-mderna assim: "era uma vez um smartphone (ou tablet)..." :P