Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quinta-feira, 10 de março de 2016

sobre o pedido de prisão do ex-presidente Lula (Brasil, uma desilusão completa)

Mas é mais do que óbvio: há um grupo querendo incendiar o país, para depois atuar como bombeiro. Mais uma vez o país vai ser conduzido ao retrocesso, em todos os sentidos. Infelizmente. Pois, afinal, trata-se de um indivíduo perigosíssimo, não é mesmo? Aplausos gerais para os que estão estourando seus champanhes hoje, agora mesmo. Os mesmos de sempre.

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