Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


sábado, 18 de junho de 2016

cidadão decreta estado de calamidade para não pagar suas contas - o sensacionalista


Em resposta ao decreto emitido pelo governador interino do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, onde ele coloca o Rio de Janeiro em estado de calamidade pública, um cidadão acaba de decretar estado de calamidade privada e assume que não poderá honrar com seus compromissos e pagar suas contas e dívidas. O cidadão, que não quis se identificar, comunicou aos bancos e aos prestadores de serviço que não tem dinheiro para pagar as despesas do mês e que está aguardando um aporte financeiro do governo para poder honrar suas dívidas. Outros cidadãos estão seguindo o exemplo e também estão decretando estado de calamidade privada, e aguardam também um jantar com Temer para resolverem suas vidas. (daqui)

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