Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


sexta-feira, 23 de março de 2012

sono lento

Algumas coisas antigas do blog volta e meia são apagadas. Cumpriram seu papel de enunciação. Isso basta.

Um comentário:

Menina no Sotão disse...

Eu sempre acho interessante como algumas coisas se "apagam" - mas me parece um tanto mais agradável saber que elas cumpriram uma espécie de propósito.
bacio

Ps. Lembrei-me de ti ontem na Livraria, um livro "quase biografico" de Fernando Pessoa com uma capa azul céu desfilou para os meus olhos. Um diálogo a mais com Campos. Veio comigo...