Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


domingo, 2 de fevereiro de 2014

ilhas

As pessoas estão disponíveis... para fazer o que elas querem.

Um comentário:

Anônimo disse...

É engraçado ler isso,porque no fundo eu sei que é verdade,e provavelmente todo mundo já pensou,senão isso,alguma coisa bem parecida com essa frase.Mas,por outro lado,é meio triste pensar que cada um vive só pra si,na sua própria ilha.
Acho que o engraçado vence o triste no final,e a frase fica com um gosto curioso,meio ácido,mas não amargo.