Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


sexta-feira, 9 de maio de 2014

navegar é preciso...

A vida é assim — muda sem pedir licença.

2 comentários:

Jamil P. disse...

viver é impreciso

o que foi?

Mariana disse...

ótima a sua contraparte:

navegar é preciso... viver é impreciso...

não foi, está sendo, e talvez por isso a necessidade de transformar em parcas palavras a riqueza que se vive.