Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 13 de maio de 2014

som, silêncio e ruído

A música ruim violenta o silêncio. Mas não é possível dizer o que significa "música ruim" para cada um.

2 comentários:

Jamil P. disse...

há certamente muito espaço para a subjetividade quando se avalia o que é bom ou ruim, na música ou nas artes em geral; mas acredito que de algum modo a boa música deve permanecer no tempo, por mil e uma razões etc; nesse sentido, a música ruim seria aquela que é fugaz, passageira, descartável, e assim por diante, por ser desprovida de algum valor perene, universal, etc; enfim, daria para escrever uma tese a respeito :D

Mariana disse...

inclusive deve haver tais teses :)