Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 1 de julho de 2014

imitation of life

4 comentários:

Jamil P. disse...

vi o título nos feeds do blogger, achei que se tratava do filme

mas sempre é muito bom ouvir rem

Mariana disse...

não assisti ao filme. é bom?

Jamil P. disse...

é excelente, uma obra-prima do cinema de todos os tempos; refiro-me ao clássico do douglas sirk, de 1959, que na verdade é uma refilmagem do filme homônimo dirigido pelo john stahl, de 1934; a história é universal, e portanto atual, envolvendo sobretudo a questão do preconceito racial; o elenco é fora de série;
a propósito, você deu sorte: esse filme será exibido no clube do filme da tv cultura esta semana (não sei ao certo se hoje à noite ou amanhã), com comentários do ótimo rubens ewald filho; assista e depois me agradeça, pois essa é uma dica preciosíssima; ah, separe uns lenços de papel, pois vai precisar mais para perto do final, para enxugar as lágrimas, a história é comovente

Mariana disse...

oi, Jamil, muito obrigada pela indicação. acho que não vou conseguir assistir na tv, a rotina tem sido intensa.