Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

fim de ano

José Simão diz que a mensagem de fim de ano no Brasil precisa mudar: “Feliz Natal ou Próspero Ano Novo.” Os dois juntos não dá.

2 comentários:

Jamil P. disse...

concordo com ele, é muita festa e felicidade demais

Mariana disse...

o pano de fundo da festança desmente a farra