Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

então é natal...

Começou a temporada do “Feliz Natal”. Haja.

4 comentários:

Jamil P. disse...

olha, tenho achado tudo deprimente de uns tempos pra cá; digo, tudo isso relacionado a festas de fim de ano etc; quando vou então ao comércio e começo a ouvir aquelas musiquinhas típicas dessa época do ano, então, para mim tão tristes e desanimadoras, dá vontade até de sair correndo

Mariana disse...

tem de haver um jeito de fugir disso, dessa histeria coletiva que toma conta das pessoas, do trânsito, da cidade... ontem passei no Barra Shopping, e as pessoas davam a impressão de formigas, tantas e tão agitadas estavam.

sonia disse...

Haja, mesmo!!! E saber que enquanto estivermos por aqui isso vai se repetir a cada ano...argh!!! :(

Mariana disse...

Eu abstraio dezembro, me envolvo o mínimo possível, mas tento, por ser começo de um novo (velho) ano, rever algumas coisas, deixar outras para trás. Depois que vim para o Rio, tornou-se imperioso no último dia do ano entrar no mar, no final da tarde, ou pelo menos molhar os pés.