Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

uma metáfora visual

"O pássaro que se separa de outro, vai voando adeus o tempo todo." - GSV

2 comentários:

Helena disse...

Que bonito, Mariana! Que metáfora extraordinária!

Beijo grande daqui, de uma praia do lado de cá do Atlântico.

Mariana disse...

Sim, Helena, uma esplêndida metáfora, que faz a gente imaginar a própria linguagem voando sentidos...

Outro beijo carinhoso, de um Atlântico teimosamente frio nesta época do ano.