Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


domingo, 30 de setembro de 2012

sem dúvida uma data importante, na contramão do politicamente correto

Dia Internacional do Direito à Blasfêmia.

3 comentários:

Jamil P. disse...

outro dia estava pesquisando umas leis no site do congresso, e achei uma lei instituindo o dia nacional do boné e outra o da tv.

sem mais, bom domingo!

Mariana disse...

... e a morte de Hebe Camargo suscitou a proposta de instituir o dia do selinho... há quem aprecie.

Helena disse...

E passou-me ao lado!
Bem, blasfemar é uma prática comum por estas bandas... :)
Abraço Mariana.