Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

não existe nada mais exuberante e forte que a natureza... tornando belo tudo o que comunga dessa força

2 comentários:

sonia disse...

e eu com a minha vidinha tão longe dessa exuberância. Esse rapaz pode dizer que experimenta Deus toda a vez que entra nesse mar!!!

Mariana disse...

também o invejo profundamente, pois sei que surfar está fora de minhas possibilidades; mas o que ele experimenta eu gostaria de poder alcançar, um dia; ele parece um domador do mar, e me passa uma sensação rara de liberdade.