Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


domingo, 30 de dezembro de 2012

não se escapa

Não importa quem você seja, haverá sempre um teórico (que pode ser bem prático) a dizer alguma coisa sobre “você”.

2 comentários:

Helena disse...

Ai não se escapa não! :)

Um abraço enorme e votos de um bom ano!

Mariana disse...

Obrigada, Helena, os votos são recíprocos.

Estamos tão enredados em tanta coisa, que liberdade é quase uma palavra que se respira, quando é possível experimentá-la.

Abraço fraterno.