Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

os países menos visitados do mundo

cemitério de navios - mauritânia

3 comentários:

sonia disse...

Será que me alugam esse navio por um ano?

Mariana disse...

Na próxima encarnação quero nascer mais próximo dessas possibilidades.

sonia disse...

Que seu pedido seja uma ordem cósmica!
Beijos, saudades.