Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 19 de abril de 2016

há os idiotas contumazes, incontestáveis, e há os que desejam que idiotas, não tão idiotas assim, aceitem que o capital é o éden da História

É o caso deste senhor, Luiz Felipe Pondé, que reclama um ensino de História alinhado aos ventos neoliberais. 

2 comentários:

josépacheco disse...

«Se você não acredita no que digo é porque você é mal informado», afirma em dado momento. Note-se que o texto é escrito por um "filósofo".

Mariana disse...

um "filósofo" com bom trânsito na mídia hegemônica.