Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

...

uns dias sumida
cuidando da
vida ―

7 comentários:

Luigi disse...

Súbita poesia...

Mariana disse...

Nunca pensei que pudesse sentir tanto cansaço. E ainda não acabou.

Poesia do cansaço, essa.

Luigi disse...

Sim, mas pense que seu grau de exigência não permitiria outra coisa. Tenho certeza de que sua tese será um texto que valerá o esforço. Esta semana bateu o cansaço também, e olha que eu só dei o pontapé inicial. Escrevi pouco e cuidei de reler as poucas páginas que tenho, fazendo revisão. Você conseguiu resolver a questão do resumo?

Mariana disse...

Estou trabalhando sem hora para acabar... excesso de exigência, isso é muito ruim.

Resolvi sim, meu orientador deu um help, acho que ficou meio assim, assim, mas depois vejo isso.

Obrigada.

josépacheco disse...

mariana, quem lê o seu blogue, vê a sua inteligência e criatividade posta na escrita, e sabe do seu amor por sérgio buarque da holanda, percebe que a sua tese merece o esforço e a exigência. por minha parte, estou ansioso por ter algum reflexo dela. força, prezada amiga.

Mariana disse...

um comentário todo em minúsculas! que gentil! obrigada! estou nos acordes finais, agora é entregar para a banca e esperar a defesa, para daqui a um mês.

o que se passa agora é assim: após impresso tudo, conferir página por página, para ver se, de repente, não acontece como naquele conto do Borges em que um objeto deixa de existir entre a terça e a quinta-feira: nenhuma palavrinha pode ser furtada pelo descuido; meu orientador me passou instruções que deixariam qualquer um atordoado.

muito obrigada pelo comentário - e pela amizade.

josépacheco disse...

reparou no pormenor das minúsculas, ein? deliberado, sim. convertido por si.