Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


domingo, 16 de janeiro de 2011

David Bowie - Something in the Air

2 comentários:

Jamil S.P. disse...

Titio Bowie, adoro!
Fez aniversário há alguns dias, tá meio sumidão.
Quero muito ler a biografia dele, foi lançada recentemente.

Mariana disse...

Eu gosto muito, ele tem uma trajetória ímpar.

Mas, sem querer te desanimar, ouvi dizer que a tal biografia não está lá essas coisas, pois justamente o problema de saúde que afastou David Bowie dos palcos, parece que de vez, não fica esclarecido: permanece uma aura de mistério rondando tudo. Foi o que eu ouvi dizer...