Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 29 de novembro de 2011

um fragmento de quirinus kuhlmann

Tudo muda; tudo ama; tudo quer tudo combater:
Só quem medita neste lema alcançará o saber

CAMPOS, Augusto de. Poesia da recusa. São Paulo: Perspectiva, 2006. p.27.

2 comentários:

Franck disse...

Que saudades de sua casa virutal, Mariana! Vc tem facebook?
Bjs*

Mariana disse...

Frank, quanto tempo! Estava com saudades de você também.

Olha, não tenho facebook, sai do orkut, tudo. Fiquei apenas no blog, e o e-mail, que você tem.

Beijo.