Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


domingo, 8 de abril de 2012

o duplo

Comecei a leitura de O duplo, de Dostoievski, e tive um sonho revelador. Mas mais revelador é onde estava quando sonhei.

3 comentários:

Anônimo disse...

já eu comecei e terminei, no mesmo dia e lugar, a leitura do Cândido ou do Otimismo do Voltaire; já o leu?

j

ps. foi na mostra da Nan Goldin?

Mariana disse...

Ainda não: cidade confusa, trânsito estressante e caótico, muito trabalho... O que o otimista de Voltaire diria disso tudo?

Jamil P. disse...

Hum, comparando com o que ele passou, talvez dissesse que isso tudo não é nada, ou algo do tipo.

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