Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

animação tecnicamente perfeita sobre alguns fantasmas da civilização

2 comentários:

Helena disse...

Excelente! Obrigada por o ter partilhado, Mariana.

Abraço

Mariana disse...

Caríssima Helena, aprecio muito os curtas, sua linguagem, a proposta estética. Este, buscando suas matrizes nas fábulas e contos tradicionais, desafia a imaginação: seu fundo mitológico (duplicado nas raízes) permanece em enigma.

Abraço.