Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

foucault citando um historiador

“Nos nossos dias ― disse em 1960 ― a saúde substituiu a salvação.”  FOUCAULT, Michel. Nietzsche, Freud e Marx. Theatrum Philosoficum. Trad. Jorge Lima Barreto. Porto: Anagrama, 1980, p.34.

2 comentários:

Luiz disse...

Tive que ler este texto para o doutorado. Gostei muito, mas na época deu um trabalho! Agora já consigo olhar com mias carinho pra ele.

Mariana disse...

Na verdade eu deixei a psicanálise (pelo menos assim me parece), foi uma coisa bastante meditada, gradual, então eu estou precisando me cercar de referências que me respaldem, mesmo no plano da intuição. Não foi repentino, mas certamente uma mudança necessária, sem volta. Ainda não estou podendo prescindir de algum tipo de escuta, mas um passo importante, fundamental, libertário, foi dado. Lembro-me de um conto da Clarice, sobre uma menina simpática chamada Gertrudes. É mais ou menos por aí.